sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Reformas Arquitetônicas no IECC

Por Patrícia Golombek


Desde a sua construção em 1894, o prédio da escola Caetano de Campos sofreu várias reformas. Projetada pelo engenheiro Paula Souza e desenvolvido e construído pelo escritório de Ramos de Azevedo, logo após o primeiro ano de funcionamento já sofreu a primeira reforma.
O prédio que tinha sido concebido em formato de U, foi acrescentado em cada ponta com algumas classes, mudando, então para o formato da letra E.



Planta original em forma de "U ". Ao centro, o edifício que abrigava o ginásio esportivo.



Planta de 1895, com o acréscimo de 12 salas de aula: 6 no primeiro pavimento ( 3 em cada ala) e 6 no segundo. As plantas são assinadas por José Van Humbeeck. Essas salas destinaram-se às classes da Escola -Modelo Complementar- alunos de idade entre 11 a 14 anos.



Foto de 1895, com a construção das 6 salas de uma das alas. A parte arredondada foi mais tarde substituída pelo auditório, pronto em 1941, e na frente encontra-se o ginásio esportivo.



     1895- O ginásio esportivo e a outra ponta do "U"sendo reformada, para acréscimo de mais salas


Parte interna do ginásio esportivo. Acima, à esquerda reparem nas janelas em Arco e comparem com a fachada da foto anterior.


1896- Relatório de Alfredo Pujol onde é apresentado tudo o que acontecia dentro da Escola Normal


                           Conteúdo da publicação acima, descrevendo a arquitetura do edifício


Década de 1930- o ginásio e atrás dele o prédio do Jardim de Infância. Ambos demolidos em 1940 para dar lugar à avenida projetada por Prestes Maia ( av. que antecede a São Luis)


1895- parte interna do anfiteatro que foi demolido para dar lugar ao auditório. Reparem que no estandarte ao fundo aparece o globo, o livro e os ramos que depois surgiram como emblema da escola


       1895- Subida da escada que dava acesso para o segundo andar: paredes adornadas e piso de madeira


          1895-primeiro andar- piso de madeira e biombos que davam acesso às salas de aula


    1936- Piso que substituiu a madeira nos corredores


1895- escadaria em frente à entrada principal: Piso de ladrilho hidráulico, esta era a única escadaria em mármore, as outras eram feitas de madeira


        1895- hall principal com piso de ladrilho hidráulico e paredes adornadas. O forro era de madeira


Com a reforma de 1936 o ladrilho hidráulico é substituído pelo mármore , as colunas ganham detalhes em latão dourado e o forro de madeira é substituído , ganhando elementos greco-romanos


Foto da década de 1980 mostrando a reforma terminada em 1936- Hall com piso em mármore e forro com detalhes, as portas da entrada principal que eram de madeira foram substituídas por ferro batido


Na reforma de 1936, foi acrescentado uma clarabóia acima da escadaria da entrada principal, que dá acesso aos 3 pavimentos


       Década de 1910, antes da reforma, o edifício contava apenas com 2 andares


Planta que mostra as sucessivas reformas:
1-verde-planta original de 1894-assinado por Ramos de Azevedo
2-rosa claro-planta com a reforma de 1895- assinado por José Van Humbeeck
3- acréscimo de banheiros em 1936, juntamente com o 3* andar assinado por Achilles Nacarato
4- auditório- terminado em 1941
5- acréscimo de 12 salas de aula em 1948 assinado por Romano Eitelberg


1940- na parte de trás do edifício abre-se uma nova avenida- sita da construção do auditório


1940


1940- Fachada com 3 andares e tapumes para a construção do auditório

Em 1978, quando a escola já não funcionava mais nesse prédio e já estava tombado pelo Patrimônio Histórico (1975), uma reforma para adaptar a Secretaria da Educação foi feita, aos cuidados do escritório do arquiteto Benedito Lima de Toledo.
 Garagens subterrâneas foram criadas e floreiras nos páteos foram acrescentados, sem interferir na arquitetura do prédio.
No ano de 2011, arqueólogos estão descobrindo as cores originais das paredes para o prédio ser repintado.
Esta pesquisa foi desenvolvida por Patrícia Golombek-arquiteta formada pela Faculdade de Belas Artes em 1986


Para saber mais sobre a história da arquitetura deste edifício, olhar neste blog o mês de Abril



Fonte: Arquivo pessoal de Patrícia Golombek 
CRE Mário Covas

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